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O que esperar de Amanda Oro no HNSA?

A chapa foi eleita com a promessa de seguir uma gestão financeira responsável e transparente, além de focar em um atendimento "mais humanizado"


Por Pablo Bierhals Publicado 01/04/2025
Ouvir: 05:29
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Chapa 2, encabeçada por Amanda Oro, é a nova diretoria do HNSA

Em assembleia realizada nesta segunda-feira (31), a advogada Amanda Oro foi eleita presidente da Fundação Assistencial e Beneficente de Camaquã (FUNBECA). Na prática, isso significa que ela será a presidente do Hospital Nossa Senhora Aparecida (HNSA) pelos próximo três anos.

A chapa foi eleita com a promessa de seguir uma gestão financeira responsável e transparente, além de focar em um atendimento “mais humanizado”. Amanda também destacou que pretende investir em capacitações e manter boa comunicação com os colaboradores do hospital.

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O hospital, segundo a antiga diretoria, está atuando em superlotação, com 30% acima da capacidade.

Vai continuar na Prefeitura?

Amanda Oro é cargo de confiança da Prefeitura Municipal de Camaquã, chefiando o setor de licitações e compras. No entanto, durante a assembleia, o promotor Francisco Saldanha questionou se ela seguiria no cargo caso fosse eleita, por entender a possibilidade de conflito.

De acordo com Amanda, não há impedimento de que um servidor público atue na presidência do hospital, mas por também entender que seu cargo poderia gerar algum conflito no futuro. “Em momento algum queremos isso”, destacou a nova presidente do HNSA, prometendo transparência em sua gestão.

A nova diretoria do HNSA

Com Amanda, foram eleitos André Szortyka, conhecido por seu trabalho no Lions Camaquã Universitário, César Waimer, procurador do Município, Josiane Longaray, professora aposentada e ex-diretora da FUNDASUL, Alexandre Woloski, contador e ex-secretário municipal, e Raniery Souza, gerente do Sicredi Agro. O conselho fiscal é composto por Everton Fonseca, Marco Pires, Jorge Schaidhauer, Jader Weizenmann de Almeida, Antônio Marcus Soares e Arilei Mendes.

Das 15 mantenedoras que votaram, 13 optaram pela chapa da Amanda e duas pelo Dr. Horta Barbosa.

Os cargos da diretoria não são remunerados e o mandato é de três anos.

Otávio se despede com redução de déficit, manutenção e ampliação de serviços

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Foto: Pablo Bierhals. Otávio Morais parabeniza Amanda Oro.

Antes da eleição, Otávio Morais, agora ex-presidente do HNSA, e Cleber Dorneles, da controladoria do hospital, apresentaram as contas da fundação em 2024. Segundo os dados apresentados, foi reduzido R$ 700 mil mensal do déficit, que está atualmente em R$ 500 mil.

Em sua fala, Otávio ainda apresentou uma lista com as contribuições de sua gestão:

  • Aumento de R$ 705 mil no Teto MAC
  • Início das obras de ampliação e construção de um novo pronto socorro
  • Recorde de emendas parlamentares
  • 13º pago antecipado
  • Restruturação do ambiente de trabalho da equipe
  • Restruturação externa da fachada e paredes
  • Climatização no ambulatório
  • Climatização no bloco B
  • Reforma dois leitos no bloco B
  • Remodelagem das escalas PS, UTI, GO, para otimizar despesas
  • Aproximação com agentes públicos (vereadores, prefeitos, deputados e senadores)
  • Capacitações de diferentes áreas com equipe
  • Manutenção de todos os serviços
  • Projeto de Oncologia protocolado e negociação com Estado e União
  • Redução no déficit mensal
  • Renegociação dos passivos trabalhistas
  • Aumento de faturamento de convênio e particulares
  • Aquisição de placa digitalizadora do raio X
  • Avançar 2: mais de R$ 1 milhão para equipamentos do bloco D e PS

Processo Piloto

O Processo Piloto, que iniciou durante sua gestão, é um acordo com a Justiça do Trabalho que permitiu a junção de todas as dívidas trabalhistas em um único processo. Neste acordo, 20% do faturamento vindo de IPE Saúde e Unimed é destinado para pagamento do processo, evitando bloqueios patrimoniais e garantindo maior segurança jurídica ao hospital.

Neste processo, já foram pagos mais de R$ 500 mil da dívida e ainda restam R$ 1,1 milhão.

Dívidas antigas

O hospital acumula, de outras gestões, dívidas milionárias com a União, FGTS e fornecedores. Este, segundo as duas chapas que concorreram a eleição e também o ex-presidente, é um grande desafio.

O Dr. Horta Barbosa, que perdeu a eleição, chegou a apresentar alguns números que foram repassados pela administração da FUNBECA: são cerca de R$ 66 milhões com a União e FGTS, e mais de R$ 10 milhões com fornecedores, sendo os principais a Hospitalize Serviços Médicos e Enfermagem (R$ 5,9 milhões) e CEEE Equatorial (R$ 4,8 milhões).

Fotos da Assembleia

A assembleia foi presidida pelo prefeito Abner Dillmann (PSDB), que teve como secretária, responsável por redigir a ata, a secretária municipal da Fazenda, Jane Leite, que estava como representante do Conselho Municipal da Saúde.

Texto: Pablo Bierhals