El Niño deve trazer chuvas abundantes para o RS neste inverno
Efeito climático não ocorre no Estado desde 2015.

Conforme boletins climáticos, o inverno de 2023 deve apresentar um índice elevado de chuvas e ser menos rigoroso em termos de temperaturas em todo o Rio Grande do Sul.
É o que aponta o boletim elaborado pelo Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi):
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“Nos próximos meses, o evento El Niño favorecerá a ocorrência de precipitações regulares, com altos volumes acumulados ao longo do segundo semestre”, explica o meteorologista e coordenador do Simagro, Flávio Varone.
El Niño
O último evento intenso, similar ao que é esperado este ano, ocorreu entre os anos de 2015 e 2016, causando danos e prejuízos, com cheias e inundações.
Em 2015, o trimestre que vai de setembro a novembro foi classificado como extremamente úmido em diversas regiões.
O período de dezembro a fevereiro de 2016 apresentou normalidade na maioria das áreas e umidade extrema no Noroeste do Estado.
De acordo com Varone, a ocorrência desse El Niño, com chuvas abundantes nos próximos meses, poderá prejudicar o desenvolvimento da safra de inverno, especialmente no fim do ciclo e durante a colheita, podendo atrasar o início da safra de verão.
Chuvas
Junho: acima da média na maioria dos municípios, com valores próximos da normalidade nos setores Norte e Nordeste;
Julho: acima da normalidade em todas as regiões;
Agosto: chuva acima da média em todo Estado.
Temperaturas máximas
Junho: próximas da média na Metade Leste e com valores acima do normal nas demais regiões;
Julho: abaixo da média na maioria das regiões e próximas da normalidade nos setores Sul e Leste;
Agosto: abaixo da média na maioria das regiões e próximas da normalidade na faixa Leste.
Temperaturas mínimas
Junho: acima da média normal em todas as regiões;
Julho: valores próximos da normalidade no Oeste e no Norte e acima da média histórica nas demais regiões;
Agosto: abaixo da média histórica nos setores Oeste e Norte, com valores próximos ou ligeiramente acima da normalidade no restante do Estado.
Texto: Ascom Seapi
Edição: Secom