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Furto de R$ 1,5 milhão no BB: detalhes e vídeo do crime

O plano do casal, Eduardo Barbosa Oliveira e Paloma Duarte Tolentino, foi cuidadosamente arquitetado, revelando uma série de ações que culminaram no furto de R$ 1,5 milhão do Banco do Brasil, em Vitória


Por Redação Publicado 27/11/2024
Ouvir: 10:43
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Furto de R$ 1,5 milhão no BB: detalhes e vídeo do crime

Um furto milionário no Banco do Brasil em Vitória, resultou na prisão de Eduardo Barbosa Oliveira e Paloma Duarte Tolentino. O casal é suspeito de roubar R$ 1,5 milhão da agência e usou R$ 74 mil para comprar um carro, que foi utilizado na fuga. Câmeras de segurança registraram toda a movimentação.

O plano do casal

O plano do casal, Eduardo Barbosa Oliveira e Paloma Duarte Tolentino, foi cuidadosamente arquitetado, revelando uma série de ações que culminaram no furto de R$ 1,5 milhão do Banco do Brasil, em Vitória. Tudo começou com a escolha do dia 14 de novembro, uma data estratégica, já que o dia seguinte seria feriado, permitindo que eles tivessem um intervalo considerável para a fuga antes que a gerente da agência percebesse o roubo.

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Eduardo, que trabalhava como gerente de módulo na agência, teve acesso direto ao dinheiro. Na manhã do dia 14, ele retirou a quantia em espécie e entregou a Paloma, que ficou encarregada de comprar um veículo para a fuga. O casal havia planejado cada detalhe, desde a retirada do dinheiro até a compra do carro, um Jeep Renegade, que seria utilizado para deixar o estado.

As imagens das câmeras de segurança mostram que o plano foi executado com precisão. Paloma chegou à concessionária de carro, onde conversou com um vendedor sobre o veículo escolhido. A movimentação foi rápida, e ela parecia ter um roteiro bem definido, o que levantou suspeitas entre os funcionários da loja.

Além disso, a escolha de um veículo que poderia ser facilmente identificado, como o Renegade, sugere que o casal estava confiante de que conseguiria escapar sem ser notado. O plano, no entanto, começou a desmoronar quando a polícia foi alertada sobre a movimentação suspeita e começou a monitorar as ações do casal.

A compra do veículo

A compra do veículo foi um momento crucial no plano de fuga de Eduardo e Paloma. No dia 14 de novembro, Paloma chegou à concessionária na garupa de uma moto, por volta das 14h35, e imediatamente se dirigiu a um vendedor para discutir a compra de um Jeep Renegade, o modelo escolhido para a fuga.

Após uma breve conversa, Paloma demonstrou interesse pelo carro e entrou nele para uma avaliação. No entanto, a loja não aceitou o pagamento em dinheiro, o que levantou algumas suspeitas. Para concluir a compra, Paloma precisou realizar um depósito, o que a levou a visitar a agência onde Eduardo trabalhava, por volta das 15h14, fingindo não conhecê-lo para não levantar mais suspeitas.

Essa visita à agência foi um ponto crítico, pois as câmeras de segurança registraram a movimentação de Paloma, ajudando a polícia a traçar a linha do tempo dos eventos. Após o depósito, ela retornou à concessionária, onde finalizou a compra do veículo.

O processo de compra durou cerca de 1h30, e durante esse tempo, Paloma foi atendida novamente por um vendedor, que ficou intrigado com o fato de ela ter dito ser doméstica, o que parecia não condizer com a quantia que estava utilizando para a aquisição do carro.

Finalmente, por volta das 16h10, Paloma saiu da loja com o Renegade, apenas uma hora antes de Eduardo deixar a agência com o dinheiro furtado. Essa sequência de eventos evidenciou a meticulosidade do plano, mas também a falta de cuidado que acabou levando à prisão do casal.

Imagens das câmeras de segurança

As imagens das câmeras de segurança desempenharam um papel fundamental na investigação do furto de R$ 1,5 milhão do Banco do Brasil. As gravações capturaram momentos-chave que ajudaram a polícia a entender a sequência dos eventos que levaram à prisão de Eduardo e Paloma.

Logo após a retirada do dinheiro, as câmeras do banco registraram Eduardo saindo da agência com uma caixa contendo a quantia furtada. Essa imagem foi crucial para a polícia, pois confirmou que ele estava diretamente envolvido no crime.

Além disso, as câmeras da concessionária de veículos onde Paloma comprou o Renegade mostraram sua movimentação e interação com os vendedores. As gravações mostraram Paloma entrando e saindo do carro, conversando com o vendedor e, posteriormente, indo ao banco para realizar o depósito necessário para finalizar a compra.

Essas imagens foram analisadas em conjunto com os relatos dos funcionários da loja, que notaram a pressa e a maneira suspeita como Paloma lidou com a transação. A polícia utilizou essas gravações para montar um cronograma detalhado das ações do casal, revelando a orquestração do plano de fuga.

As câmeras do banco e da concessionária se tornaram provas essenciais durante a investigação, permitindo que a polícia identificasse não apenas os suspeitos, mas também o modo como o crime foi planejado e executado. Essa evidência visual foi decisiva para a condenação do casal, que não contava com a vigilância das câmeras em suas ações.

A prisão e os desdobramentos

A prisão de Eduardo Barbosa Oliveira e Paloma Duarte Tolentino ocorreu em 18 de novembro, apenas quatro dias após o furto do Banco do Brasil. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) recebeu informações da Polícia Civil sobre o caso e iniciou um monitoramento do veículo utilizado pelo casal, que estava em fuga.

As informações sobre a localização do Jeep Renegade, que havia sido comprado com o dinheiro roubado, foram cruciais. A PRF conseguiu interceptar o carro na BR-158, na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. A abordagem foi rápida, e a equipe policial estava preparada para lidar com a situação, uma vez que já tinha conhecimento das características do veículo e dos suspeitos.

Durante a abordagem, Eduardo e Paloma apresentaram versões diferentes sobre a origem do dinheiro encontrado no carro. Eduardo alegou que os valores eram provenientes da venda de um imóvel e da rescisão contratual com o banco, enquanto Paloma afirmou que havia comprado o veículo à vista. No entanto, as contradições nas declarações levantaram suspeitas adicionais sobre a veracidade de suas alegações.

Além do dinheiro, a polícia encontrou 14 gramas de skunk, uma droga mais potente que a maconha, dentro de uma nécessaire no porta-luvas do veículo, que Paloma alegou ser de sua propriedade. Essa descoberta levou a acusações adicionais contra o casal.

Após a prisão, Eduardo e Paloma foram autuados por receptação, furto continuado e tentativa de evasão de divisas. A Justiça decretou a prisão preventiva do casal em audiência de custódia, e ambos foram encaminhados para a prisão. A polícia também tomou medidas para assegurar que os animais de estimação do casal, um gato e um cachorro, fossem cuidados por uma ONG local.

Os desdobramentos da prisão levaram a uma série de investigações adicionais sobre a origem do dinheiro e a possível participação de outros envolvidos no crime. A polícia segue analisando as evidências e as informações coletadas para entender melhor a rede de apoio que pode ter facilitado a execução do plano de furto.

Quem são Eduardo e Paloma?

Eduardo Barbosa Oliveira e Paloma Duarte Tolentino são um casal que se tornou conhecido após seu envolvimento no furto de R$ 1,5 milhão do Banco do Brasil, em Vitória. Eduardo, de 43 anos, era funcionário concursado do banco, onde trabalhava há 12 anos como gerente de módulo. Sua experiência no cargo lhe deu acesso direto ao dinheiro e às operações da agência, o que facilitou a execução do plano criminoso.

Antes de ser preso, Eduardo tinha um perfil nas redes sociais que mostrava uma vida aparentemente normal, mas que escondia os planos ilícitos que ele e Paloma estavam arquitetando. Através de suas publicações, é possível perceber que o casal estava em um relacionamento próximo, com postagens que refletiam momentos de descontração e afeto.

Paloma, de 29 anos, não tinha informações claras sobre sua profissão antes de se envolver no crime. Nas redes sociais, ela se apresentava como uma mulher comum, mas sua participação no plano de furto revelou um lado diferente de sua personalidade. A polícia acredita que Paloma desempenhou um papel ativo no planejamento e na execução do crime, auxiliando Eduardo na compra do veículo utilizado na fuga.

Após a prisão, a vida do casal virou um foco de atenção da mídia, com muitos se perguntando como duas pessoas comuns conseguiram orquestrar um crime tão audacioso. A história deles levanta questões sobre motivação, ganância e as circunstâncias que podem levar indivíduos a cometer atos ilícitos.

Atualmente, Eduardo e Paloma estão detidos no Rio Grande do Sul, mas devem ser transferidos para o Espírito Santo em breve. O caso continua a ser investigado, e a defesa dos suspeitos ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações.


G1.Globo

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