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Homem suspeito de enterrar cachorro vivo no RS vai para prisão domiciliar

O animal foi levado a um hospital veterinário para atendimento e passa bem; ele deve ser adotado por um dos policiais que atendeu a ocorrência.


Por Redação Clic Camaquã Publicado 18/09/2022
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Foto: Divulgação / BM

Foi enviado para prisão domiciliar o homem de 27 anos suspeito de maus-tratos contra animal, preso em flagrante após enterrar um cachorro vivo em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo a Polícia Civil, a decisão judicial foi emitida na quinta-feira (15).

Conforme a delegada Tatiana Bastos, da 4ª Delegacia de Polícia de Canoas, o Judiciário concedeu liberdade provisória ao homem com o pagamento de fiança de um salário mínimo.

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“A defesa recorreu, pois não tinha condições de pagar e o Tribunal, em habeas corpus, converteu a prisão em domiciliar”, explica a delegada.

O nome do indivíduo não foi divulgado pela polícia rem razão da Lei de Abuso de Autoridade.

O animal foi levado a um hospital veterinário para atendimento e passa bem. Ele deve ser adotado por um dos policiais que atendeu a ocorrência.

Detalhes

O caso foi registrado na terça-feira (13), quando a Brigada Militar (BM) foi acionada por uma vizinha desconfiada de que o homem estaria enterrando drogas no pátio de casa. A mãe do suspeito disse aos policiais que se tratava de um cão morto.

Os soldados, então, solicitaram para ver o buraco e foram autorizados pela mulher a ingressar no terreno. Foi quando um dos agentes percebeu que o animal ainda estava vivo, segundo o tenente-coronel da BM, Jorge Dirceu Filho, comandante da equipe que atendeu a ocorrência.

“Quando ele localizou, o cachorro estava vivo ainda, respirando. Ele estava com uma corda amarrada muito forte no pescoço”, relata.

De acordo com a BM, a mulher relatou não saber que o cachorro estava vivo.

Legislação contra maus-tratos

Leis federais e estaduais estabelecem punições para casos de maus-tratos contra animais. Em 2020, o governo federal sancionou uma lei que estabelece pena de dois a cinco anos de reclusão para quem praticar atos de abuso, maus-tratos ou violência contra cães e gatos.

No RS, um decreto proíbe extermínio, maus-tratos, mutilação, competições e manutenção de animais domésticos de estimação em cativeiros.

*Fonte: g1 RS.

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