DENÚNCIA: Família de pastor suspeito de assédio deixa residência e abandona cachorros em Camaquã
Vizinhos denunciaram o abandono de três cachorros no bairro Floresta; assista o vídeo


Na tarde desta quarta-feira, 25 de agosto, uma das voluntárias da Associação Protetora aos Animais de Rua Camaquã (ARCA) trouxe uma denúncia à reportagem do portal Clic Camaquã. A ex-vereadora Ivana de Paula, defensora da causa animal, constatou o abandono de três cachorros em uma residência do bairro Floresta, em Camaquã.
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Confira o vídeo gravado no local:
Conforme o relato dos vizinhos, que fizeram a denúncia, a residência em questão havia sido alugada pela família de um pastor, recentemente acusado de assédio sexual e que foi preso no dia 12 de agosto.
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Os internautas relataram à reportagem que um dia após a prisão, a família abandonou a residência, deixando os animais para trás.
Junto à uma das denunciantes, a ativista da causa animal foi até a residência para resgatar os animais: uma cachorra adulta e seus dois filhotes.
No local, os animais já não tinham comida e estavam bastante molhados, em virtude das chuvas que atingiram a cidade nos últimos dias, tendo apenas uma pequena área coberta em frente à casa para se abrigar.
Pastor deixa Presídio
Na manhã desta terça-feira, 24 de agosto, o pastor suspeito de cometer abuso sexual contra quatro fiéis em Camaquã deixou o Presídio Estadual de Canguçu, onde cumpria prisão preventiva desde o dia 12 de agosto.
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Uma decisão liminar do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ/RS) concedeu liberdade ao suspeito, que havia sido transferido de Camaquã para Canguçu logo após a prisão.
Para falar sobre o assunto, o programa Manhã Show recebeu Marcos Antônio Hauser, advogado de defesa do pastor. Por vídeo, ele trouxe a tese apresentada pela defesa e falou sobre os próximos trâmites legais relativos ao caso.
As denúncias e a prisão
No dia 12 de agosto, veio a público o caso que chocou a comunidade camaquense. O pastor de uma igreja evangélica foi preso, acusado de abusar sexualmente de fiéis da igreja a qual ele coordenava.
A Polícia Civil, através da Delegacia de Polícia de Camaquã, deflagrou a operação “Cordeiro de Deus”, resultando na prisão preventiva do pastor.
Segundo relatos das vítimas, o pastor as convidava para uma “campanha de oração” em uma sala reservada, local onde abusava sexualmente delas.
A identidade do preso não foi revelada em virtude da Lei 13.869/2019, a Lei de Abuso de Autoridade, que desde 2019 proíbe a divulgação de nome e fotos de presos.
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No dia 11 de agosto, o programa Elas por Elas, apresentado por Renata Ulguim na ClicRádio, trouxe uma entrevista exclusiva com duas das quatro vítimas, que aceitaram trazer seus relatos desde que tivessem suas identidades preservadas.