Sem saneamento não há saúde
Entende-se por saneamento o abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, de lixo e drenagem urbana. Hoje poucas cidades estão em dia com esses quesitos, sem falar da área rural. Todos eles de grande importância para a vida saudável da população.
O governo responsável deve se preocupar com o saneamento básico, tanto na área ocupada como na de expansão das cidades. Quando as providências são tomadas no início da formação dos aglomerados urbanos, tudo é mais fácil, são menos onerosos e fáceis de implantar, mas quando ela já esta estabelecida em grande área de ocupação, necessita de investimentos volumosos e grandes dificuldades surgem na hora de implantar a infra-estrutura.
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O investimento em saneamento reflete diretamente na saúde da população, diz-se que cada real aplicado poupa dez reais em investimento na saúde. Pode ser deduzido disso, que sem saneamento nas cidades e interior, não teremos soluções adequadas.
Para iniciar o assunto vamos também considerar o lixo como fator importante, pois todo resíduo que não tiver destino adequado alimenta a poluição ambiental, favorecem a proliferação de animais, vermes e insetos, todos os vetores de doenças e acidentes. O lixo ainda pode causar inundações entupindo dutos de drenagem. Outro problema sério que causa é causar a mortandade de peixes nos mananciais.
Com a presença de lixo esparramado numa cidade, mesmo com uma multidão de catadores que buscam no garimpo o sustento de suas famílias, sobram rejeitos suficientes para causar todos os malefícios enumerados.
A primeira providência para o saneamento do lixo é a implantação da coleta seletiva, nesse caso, a parceria com a população é muito importante. O lixo deve ser separado nas residências o orgânico do sólido, também a coleta deve ser procedido em momentos distintos. Não haverá coleta seletiva sem uma cumplicidade do poder público com a sociedade, ampla e ativa. Quanto mais lixo separado mais eficiente será o processo.
Após a implantação da coleta seletiva abrangente será adequado um local de depósito para os rejeitos orgânicos, que ainda poderão ser compostados e transformados em adubo orgânico, para utilização em jardins, praças e arborização.
O resíduo sólido reciclável deve incluir papel, papelão, plásticos, latas, ferros, lâmpadas diversas, pneus, pilhas, baterias, eletro-eletrônicos mais o material de informática e muitos outros. Existem rejeitos que não podem ser destinados para o aterro sanitário, motivado pela existência de metais pesados, efluentes e gases que causam danos ao meio ambiente.
A coleta seletiva deve ser feita duas vezes por semana ou mais, para evitar problemas para quem está colaborando com a separação. Ela deve ser feita em dias úteis e feriados sem interrupção, exatamente em função da produção de lixo ser contínua. Para cada região ou bairro deve ser marcado dia certo para esse procedimento.
A estratégia de dar atenção especial para os colaboradores da coleta seletiva tem um caráter convidativo ou de incentivo. Isso não dispensa outras atividades como visitas as residências e campanhas nas escolas, sempre visando ampliar a abrangência e a qualificação de processo, assim consolidando a atividade. Pelo menos nós pensamos assim.