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O ciclo das águas nas áreas cultivadas II


Por Redação Clic Camaquã Publicado 02/06/2014
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Para completar o ciclo da água no solo, é fundamental a infiltração das águas das chuvas, visando à recarga dos aqüíferos profundos e do lençol freático mais superficial. Enquanto os aqüíferos formam as grandes reservas subterrâneas, o lençol é responsável direto pela água capilar disponível para as raízes das plantas e pela alimentação das vertentes. Ambas tem participação no mecanismo de mobilidade da água na Natureza.

      Devemos ter a consciência que a água existente nas entranhas da terra é muitas vezes mais volumosa que a água doce superficial, por essa razão cresce a importância do seu adequado manejo. A água pode ser utilizada, mas deve ser uma operação racional e acompanhada de muita pesquisa para não prejudicar o ciclo natural da água no solo. A utilização dos aqüíferos para consumo humano direto, para indústria, para irrigação e outros, devem ter um controle rigoroso para que não aconteça perturbação do balanço hídrico do solo.

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      Quando a cobertura do solo é retirada e ele sofrer compactação pelas atividades agrícolas, acontece uma diminuição grave da infiltração da água da chuva, causando déficit no balanço hídrico e com isso diminuindo a resistência das plantas às secas prolongadas. Nesse caso quando for utilizada a irrigação, grande parte da água será utilizada para atender a carência de água do solo em primeiro lugar.

      Quais as providências que deverão ser adotadas para aumentar a infiltração da água da chuva? Certamente que existem tecnologias, práticas culturais e mecânicas, associadas ao melhoramento genético, que podem ajudar no desempenho cultural, mas não vamos ver a normalização dos cursos de águas, sem fazer o repovoamento com árvores nativas nas cabeceiras, nas encostas muito íngremes e nas margens de mananciais, associado à recuperação de algumas áreas estratégicas de charcos e banhados. Pelas observações podemos afirmar: se providências não forem tomadas, as deficiência de água no solo crescerão.

     Não podemos mais desmatar no Rio Grande do sul, as fronteiras agrícolas devem ser consideradas definidas e definitivas. O crescimento da agropecuária deve ser vertical e não horizontal. Temos tecnologia de cultivo e genética cada vez mais eficiente e resistente. Possuímos também uma rede de pesquisa das mais competentes. Portanto, não justifica que ainda se destrua absurdamente os resquícios da mata atlântica nessa fase da civilização.   

     Para encerrar o que estamos afirmando teremos ainda que dizer: nos topos de morros, nas áreas muito inclinadas, nas margens de cursos de águas e nos locais de charcos e banhados não existem usos consolidados, ao contrário esses usos serão sempre contrários a Lei da Natureza (Sempre serão áreas de risco). O melhor que se poderia fazer é pagar esses proprietários para repovoar com mata nativa as APP (área de preservação permanente) e lhe garantir uma recompensa econômica adequada como produtor de água, o resto é pura demagogia. Pense nisso e continue nos prestigiando.

      

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