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Água e Solo


Por Redação Clic Camaquã Publicado 17/12/2019
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          Segundo uma publicação da Zero Hora de 30.10.88, página 39, a distribuição da água na superfície da terra está assim distribuída: Agua doce de superfície – lagoas e rios – 127.000 quilômetros cúbicos; água subterrânea até 800 metros de profundidade – 4.267.000 quilômetros cúbicos; água subterrânea abaixo de 800 metros – 4.200.000 quilômetros cúbicos; água doce de geleiras glaciais – 29.000.000 quilômetros cúbicos; água na atmosfera – 15.000 quilômetros cúbicos.

           Observando essa disposição da água na superfície, podemos mensurar a importância do seu ciclo para manter o equilíbrio no solo. Temos significativamente mais água abaixo da superfície do que na superfície. Essa condição mostra como são importantes as áreas de recargas para manter abastecido tanto o lençol freático (zona de saturação, mais superficial) como os aquíferos (águas profundas). As águas das chuvas, tem que infiltrar no solo em grande quantidade e de forma permanente, logo, há necessidade de proteger e recuperar as áreas de recargas.

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          A manutenção do equilíbrio do lençol freático, oferece mais segurança na manutenção das plantas, defendendo-as das estiagens mais prolongadas. Lembramos que o sistema de capilaridade do solo funciona como uma bomba de recalque, quando há evaporação na superfície, sobe a água do lençol freático para o alcance das raízes.

          A água da chuva é retida em parte pelas plantas da superfície, especialmente pelas copas das árvores, ali evapora parte para a atmosfera e parte goteja no solo. Na superfície essa água evapora e escorre e uma parte significativa infiltra, serve de recarrega para o lençol freático, aquíferos e ainda alimenta as nascentes que por sua vez contribuem com a estabilidade da vazão dos cursos de águas.

          Quanto mais exuberante for a vegetação, maior quantidade de chuva é retida nos seus tecidos, por essa razão que se recomenda plantar árvores nas encostas e nas cabeceiras, especialmente nos topos de morros. Essa vegetação contribui também com a diminuição dos efeitos da erosão, eliminando o impacto da gota da chuva no solo.

          Quando não existe retenção da água da chuva nas cabeceiras, ela escorre com grande velocidade para as partes baixas, produz o desequilíbrio de umidade no solo e os mananciais transbordam provocando enchentes. Na sequência se vier uma estiagem os cursos de água ficam muito baixos na sua calha.

          Para amenizar esse quadro, que já é crítico entre nós, Deverão ser repovoadas todas as áreas de recargas, com vegetação adequada, de preferência utilizando árvores de grande porte. Mais, estabelecer um plano de conservação ambiental, que inclua o planejamento de uso das propriedades rurais e também adotar práticas conservacionistas para proteger o solo e a água.

          O Rio Camaquã possui seu Plano de Bacia já aprovado pelo Conselho de Recursos Hídricos, que é um importante instrumento de planejamento, inclusive inclui um elenco de Ações capaz de atender as necessidades para melhorar a quantidade e qualidade da água para atender as necessidades difusas do seu uso, também serve para atenuar a situação das estiagens que tantos prejuízos tem causado.

          O certo é, que enquanto não for executado tarefas que resgatem o ciclo da água da chuva, principalmente no solo, teremos problemas recorrentes de perdas de lavouras, até em estiagens curtas. Pensem nisso e continue nos prestigiando.

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