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Para Luiz Carlos Moreira


Por Redação Clic Camaquã Publicado 20/02/2019
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Este singelo artigo quase sempre tem mote político. Nossa obrigação de cidadãos. Zelar pelas coisas públicas desde que, quase mil anos antes de Cristo, os filósofos gregos lançaram a semente da democracia. 

            Mas hoje, aqui e agora, um assunto muito mais relevante se impõe. Ao menos para mim: Luiz Carlos Moreira. 

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            Há tempos esboço um livro. Nele vou tratar dos áureos tempos do Banco do Brasil, na agência local, que é antiga. Nas páginas estarão muitos fatos; amigos, lembranças. Algumas delas, face o implacável tempo, dolorosas pela saudade de um velho colega. Como no caso. 

            Pois bem. Poucos sabem, mas por anos no enorme livro que relacionava os funcionários do Banco, hoje edição suprimida pelos novos tempos da computação, o Moreira como sempre foi chamado pelo carinho dos colegas tinha seu nome assim: Luiz Carlos Moreira (28.01.54). 

            PORQUE exatamente nessa data ele tomou posse no Banco. No Rio de Janeiro. Na agência da “Cinelândia”. E existia, entre os funcionários que constavam no LIVRO, outro, anterior ingressado, com mesmo nome. 

            Assim, para distinguir o novato, ao lado do seu nome figurava a data do ingresso na carreira. Quando aprovado em concurso interno para escriturário, o bravo amigo, nascido na década de 30 em Três Corações, Minas Gerais (mesma cidade de Pelé, como ele sempre lembrava), foi transferido para nossa cidade. Já então na década de 50. Veio solteiro. 

            Chegando logo conheceu a Flávia. Filha dos comerciantes Osvaldo Carvalho e Da. Célia Beckel Carvalho. Não deu outra. Namoro em seguida. Casamento algum tempo depois, e retorno ao Rio, Capital do Brasil; agência Cinelândia, no centro. Em 1963, de volta para Camaquã. 

            Educado, gentil, atencioso, abnegado cumpridor de obrigações e conhecedor das instruções do Banco. Em 1966 foi eleito, à unanimidade, para Presidente da AABB local, ainda incipiente e querendo terminar a construção do Ginásio coberto. Em suas férias Luiz Carlos e Flávia foram ao Rio. Embora a Capital já fosse Brasília ainda boa parte dos órgãos direcionais do Banco sediavam-se no Rio. O Moreira conhecia alguns membros da Direção Geral do órgão. Conseguiu um financiamento para impulsionar a construção e término do Ginásio que, até hoje esta ali. Mais tarde, conseguiu aprovar uma verba para a construção das piscinas. Parte maior do acervo que existe na sede local da AABB. 

De outra feita nos anos 70 foi, por dois mandatos, Presidente do Camaquã Tênis Clube. Também foi membro, por anos, do Lions Clube. Em todos esses locais, mas com maior parte do tempo, fomos colegas, amigos e companheiros. A conversa com ele, até mesmo em encontros casuais em super mercados ou na rua, sempre trazia grandes lembranças. 

            Pois a fatalidade da vida nos tirou o convívio do bravo e gentil colega no último dia 18. Deixa em Camaquã, cidade que adotou de coração uma forte lembrança. Ficam-lhe a amada esposa, Flávia, e os filhos Paulo Renan, Denise, Flávio Luiz e Mônica que não lhe pranteiam sozinhos. Pois embora o passamento fosse rápido, quando souberam, todos os ex-colegas do BB, por certo, lamentaram a perda do simpático e gentil colega.

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