Os “Nazis” estão voltando
A Polícia detectou aumento de movimentações neonazistas em São Paulo. Pois bem, no suplemento DOC, da Zero Hora de sábado, dia 14, há uma ampla e detalhada reportagem sobre a movimentação nazista em todo o Brasil, incluindo o Rio Grande do Sul.
Quem ler a reportagem vai ficar abismado como ainda existem admiradores do maior genocida de todos os tempos: Adolf Hitler. Mentor da morte de mais de seis milhões de pessoas durante a primeira metade do século XX, entre judeus e ciganos.
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Em verdade o extremo nacionalismo que avança na Europa e que agora ganha um modelo norte americano com o novo Presidente daquele País, deixa um clima para o renascimento das megalomaniacas e criminosas idéias hitlerianas, defendendo a supremacia da raça branca de origem ariana.
Na Europa a preocupação com os refugiados africanos cuja posição de algumas lideranças de países que compõe a União Européia se dirige para uma solução humanitária para os que fogem dos conflitos norte africanos e libanês culminou em permitir a reação dos novos nazistas.
A reportagem de ZH a que me refiro conta de forma minuciosa até sobre o recrutamento de jovens gaúchos para os movimentos que estão sendo semeados via redes sociais para os movimentos extremistas da direita. Existe, inclusive, referência a uma livraria existente na cidade de Torres, que mantém estoque de livros escritos por um gaúcho que, pasme-se, negava a existência do holocausto. Não vou me dar ao trabalho de citar, aqui e agora, nem o inusitado “escritor” e nem seus livros amalucados. Um falecido amigo, que tinha sido Prefeito de nossa cidade emprestou-me, há alguns anos, um exemplar que nem por curiosidade consegui ler todo, face à “besterada” de argumentos em favor dos desmandos de Hitler.
A reportagem, extensa, mas, valiosa pelo conteúdo contém detalhes de atos, fatos e até nomes de pessoas vinculadas aos movimentos que pretendem reascender o “nazi-facismo” germânico e italiano que se propagou durante 1920 até maio de 1945 quando, em tese, teria sido sepultado com a derrota na Segunda Guerra.
Diz-se que as teses da espécie teriam sido sepultadas com o extermínio do governo do “fhurer” embora as notícias, confirmadas, da presença de líderes da Alemanha nazista na Argentina, no Paraguai e rondando a fronteira de nosso Estado, no fim dos anos 40 e durante os anos 50. Agora o recrutamento de jovens para as organizações extremistas de cunho nazista, embora incipiente, merece cuidado. Ou poderão alguns deles, inadvertidamente, iludirem-se com os afagos atuais que pretendem o recrutamento para a guerra civil da Ucrânia.