OS ANOS DOURADOS – IV
Acho que estou escrevendo demais sobre o assunto, mas, vejo necessário detalhar alguns fatos para o entendimento melhor desse período da humanidade; do nosso País; e da nossa região.
Pois com todos os percalços e mazelas que aconteceram no Mundo entre 1951 e 1970, as 02 décadas (50 e 60) foram na realidade os anos de ouro da economia e da paz universal então sob supervisão da ONU fundada em 1945, após cessar a II Guerra.
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Embora a ONU não tivesse força para acabar com conflitos regionalizados, como Coréia (1951-53) e Vietnã (1959-775) quase sempre conseguiu mediar a situação e obter a paz. Evitando fossem explodidas outras bombas atômicas como as de Hiroshima e Nagazaki, que mataram mais de 150 mil pessoas em 06 e 09 de agosto de 1945.
A Coréia resultou em 02 países (do Norte e do Sul). O último liberal, capitalista, hoje grande indústria de veículos. No Norte ditadura comunista. O Vietnã permaneceu unificado pelo exército comunista de Ho Chi Min.
Esses dois conflitos incrementaram a guerra fria. Ou seja, a espionagem internacional entre os países capitalistas e comunistas. Através dos “agentes secretos”. Nos EEUU expandiu-se a CIA; na URSS (extinta) a KGB russa; na Inglaterra o MI6; em Israel o MOSSAD, entre outros menos expressivos. Aí o escritor inglês Iann Flemming criou o charmoso 007, o agente de Sua Majestade.. Imortalizado no cinema pelo ator Sean Connery.
Não se pode esquecer que em 1962 o Planeta quase sofreu o início da III Guerra que, provavelmente, pela “radiação atômica” poderia ser a última. Um avião norte americano observou a construção de uma plataforma em Cuba apontada para Miami. Foram 13 dias que abalaram o Mundo. A despeito do perigo que representou as tratativas entre John Kennedy e o 1º Ministro da União Soviética, Nikita Kruschov chegaram a um acordo e as plataformas foram retiradas. Creiam foi um momento de tensão mundial.
Enquanto isso outros Países, como China e França fizeram experiências atômicas e construíram suas bombas. A China as explodiu no Deserto de Gobi e a França no Atol de Moruroa, em 1966. Nunca as usaram.
Entretanto tudo isso não fez cessar os tempos dourados da economia mundial e, acima de tudo, da explosão do amor e da fraternidade que se incrementaram na pregação dos jovens. Anotem: Woodstock não foi revolta de filhos contra pais; sim a exigência de serem ouvidas suas reivindicações.
Vou ter que espichar mais um artigo para poder falar de: debutantes; de James Dean e a juventude transviada. Dos Clubes sociais; da jovem guarda. E do “Doutor” na Praça Donário Lopes, que coroaram esses tempos.
EDIÇÃO de 15 de março de 2021.___.