O presidente Bolsonaro na ONU
No dia 24 de setembro o Presidente Jair Bolsonaro abriu a Assembléia Geral da ONU do presente exercício. Tem sido tradição a fala brasileira desde a fundação da maior Organização do Mundo,
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Uma velha tradição, desde a criação da ONU o Presidente o Brasil ser o primeiro que discursa quando da abertura da Assembléia ordinária anual, que remonta a 1945.
Fracassou a LIGA DAS NAÇÕES, formada após a Primeira Grande Guerra, que com frágil atuação permitiu o II Grande conflito internacional apenas vinte anos depois. Quando terminou essa II Grande Guerra foi consubstanciada a Organização das Nações Unidas. Conversas entre EEUU, Reino Unido, Rússia e França já vinham desde o ano anterior. Mas, somente após o termino definitivo da Guerra, com a rendição da Alemanha e Japão, em 24 de outubro de 1945 consolidou-se a ONU.
Nessa época o Brasil ainda era um País de pouco expressão. Getúlio Vargas que havia sido deposto, indicou e apoiou o Marechal Eurico Gaspar Dutra. Presidente que, calmo, singelo, discreto estava no comando brasileiro. O gaúcho Osvaldo Aranha que era Ministro das Relações Exteriores era o enviado brasileiro nas negociações.
Erudito e de eloqüente verbosidade, logo se destacou nas reuniões. Culminou em ser o Presidente da Assembléia Geral de 1947, e com sua atuação diretamente interessada no assunto influenciou para que a votação permitisse a criação de ISRAE, instalado em 1948..
E daí em diante Presidentes do Brasil passaram pelo Plenário da Organização como primeiros oradores na abertura das Assembléias anuais. O próprio Getúlio Vargas, no mandato em que foi eleito (1950 – 54); o risonho e desbravador Jucelino Kubscheck. E, sucessivamente, por lá estiveram fazendo discursos, ora com mais ora com menor repercussão: João Goulart; depois os Generais no período militar. Entre eles destacando-se o General Ernesto Geisel.
Quando Presidente, Lula esteve em diversas ocasiões. A ex Presidente Dilma também. Inclusive, pouco antes de seu “impeachment”. Não foi diferente com o substituto Michel Temer. E, agora, o atual, Jair Bolsonaro. Sobre o pronunciamento deste quero registrar.
Para alguns e boa parte da grande mídia, o Presidente foi até ofensivo. Não vejo assim. Vejo que foi enfático; até mesmo duro em certas áreas como a crítica severa contra a esquerda internacional. E nacional. Registro sua orientação com relação à floresta amazônica, dizendo, o que ‘é verdade, que a competência é brasileira. E que não se aceitará intervenções ou pretensões internacionais. Mas, falou com seu estilo franco, direto, e até mesmo duro em certos momentos. Deixou a sua personalidade lá marcada. Como outros Presidentes. Todavia sem demagogia ou encenação. Com firmeza e tenacidade. Seu jeito de ser.