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O caixa 2


Por Redação Clic Camaquã Publicado 29/04/2017
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O sistema de “caixa 2” no Brasil é antigo. Na realidade é o que não aparece no saldo de caixa das empresas e, por tal, escapa da tributação. Na Alemanha e na Inglaterra os empresários têm vergonha de tal prática.

A justificativa brasileira é que a tributação nossa é a maior do mundo. Nenhum país cobra tanto imposto como o Brasil. E falo no assunto agora, exatamente no prazo final para declaração de imposto de renda da pessoa física. Efetivamente, a nossa carga tributária é elevada e acaba por gerar descaminhos para evitar a tributação excessiva. Talvez fosse mais branda a imposição tributária, não haveria “caixa 2”.

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Como o “caixa 2” culminou em se tornar uma instituição nacional, é exatamente daí que as grandes empresas conseguem derramar tanto dinheiro para os partidos políticos e candidatos, nas eleições. Na verdade se viu, na última eleição presidencial, o exagerado gasto dos partidos, notoriamente do PT, para sustentar a reeleição de sua candidata. Claro, ainda se somando os aliados. Entre eles grandes, como o PMDB e o PDT e mais os “nanicos”.

Mas, nunca se pensou fosse tanto dinheiro. Agora, emanando das investigações e descobertas feitas pela “OPERAÇÃO LAVA JATO”, verifica-se que foi aportado. Como a legislação até então permitia contribuições de terceiros para as campanhas, nada seria ilegal, não fosse a maioria do dinheiro vindo do “caixa 2” das grandes empreiteiras.

Todos os apontados e seus partidos negam. Dizem: “as doações foram legais e as contas da campanha aprovadas pela Justiça Eleitoral”. É verdade. Mas, a Justiça Eleitoral aprovou as contas de: “arrecadação de recursos” em consonância com “os custos da campanha”. Sem saber, até agora, a origem do dinheiro arrecadado. Sendo do “caixa 2” a origem é ilegal e, via de conseqüência, as contas irregulares, não merecendo aprovação.

Cediço que alguns políticos, mais modestos, evidentemente tendo solicitado e obtido doações para a campanha, em valores menores, não sabiam da origem. Desta forma, na minha ótica, não chegaram a cometer delito eleitoral. Todavia a eventual empresa doadora cometeu delito de sonegação fiscal, desvio de recursos e outros crimes tributários.

Mas a verdade é que a grande maioria sabia da origem. Tanto que, segundo o delator mais divulgado nestas duas últimas semanas afirmou, taxativamente, a então Presidente e candidata a reeleição, Dilma Rousseff, teria lhe perguntado se o depósito (ajuda para a campanha) efetuado em contas no exterior, não seria perigoso. Então ela sabia. Como o grande mentor de tudo, o famigerado ex-presidente Lula, e o bando que lhe cerca mais chegadamente, também sabiam. Não adianta negarem.

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