Mais um ano eleitoral

“Ano par, logo ano eleitoral na Constituição brasileira. A cada dois anos uma eleição; em 2022 tivemos para Presidente, Governadores, Senadores e Deputados. Agora para Prefeitos e Vereadores. Em todas elas com mais o VICE. Figura substituta de que trato aqui.”
Em 06 de outubro vindouro teremos eleições. No Brasil ocorrem nos anos pares. Com intervalo de dois outros entre eleições para Presidente, Governadores, Senadores e Deputados Federais e Estaduais. Depois eleições Municipais: Prefeitos, Vices e Vereadores. Esse será o nosso caso.
📱 Clique para receber notícias de graça pelo WhatsApp.
Segundo últimos dados na “Wikipédia” o Brasil tem 5.568 Municípios e uma população do País em 214 milhões e 300 mil habitantes. Nosso Rio Grande do Sul tem 497 Municípios e 11 milhões e 290 mil habitantes. Camaquã 62.200. Tudo número de habitantes; não de eleitores.
Ser eleitor é obrigação legal a partir dos 18 anos até 70. Sendo que após 16 anos opcionalmente podem os jovens se cadastrarem. A obrigação legal termina aos 70. No meu entendimento a obrigação de cidadão não tem limites. Não interessa ter mais de 70; tendo título acho que tem de votar. Escolher os governantes e legisladores. Para, primeiramente colocar sua ideologia; em segundo lugar ter direito de criticar os eleitos.
No caso de um bom governo e Camaquã é o exemplo com um dos mais competentes Prefeitos que já tivemos. O atual gestor Ivo de Lima Ferreira, exemplar e admirável administrador. Com o qual meu Partido é coligado e, tendo juízo analítico deve continuar apoiando neste ano.
Ocorre que o Prefeito Ivo não pode concorrer neste pleito. Poderá voltar, posteriormente, para novas disputas a partir de 2028. Aliás, espero que o faça, pois tivemos por certo, bons prefeitos; todavia na minha visão de 62 anos aqui morando, Ivo se destaca como o melhor de todos.
O Vice-Prefeito é o eventual substituto segundo os costumes e a legislação. Para em eventuais deslocamentos ou licenças do Prefeito ou para substituição definitiva em caso de vaga do cargo principal.
Que eu conheci quatro ex Vices-Prefeitos assumiram definitivamente o cargo em Camaquã. Em 1950 o saudoso Silvio Luiz Pereira da Silva, assumiu o cargo do titular, Olavo Moraes, pelo trágico falecimento desse.
Em abril de 1964, em razão de cassação do mandato pelo Regime Militar o Prefeito Hilson Scherer Dias, eleito em 15.11.1963 foi afastado e assumiu o Vice, Amarílio Borges Moreira que ficou até o final do mandato.
Em 1980, o Vice Wadislau Niemxeski assumiu a vaga de Egydio Alfredo Schlabitz, que renunciou para concorrer a Deputado Federal. “Wadio” como era carinhosamente chamado ficou até o final do mandato. Mais recentemente o Vice Ernesto Molon terminou parte do 2º mandato de João Carlos Machado quando este saiu para ser Secretário da Agricultura do Estado. Os dois foram outra vez prefeito.
Então a figura do Vice-Prefeito, como no caso de Governadores e Presidente é importante. Lembrando que Itamar Franco terminou o mandato de Fernando Collor de Melo, que sofreu “impeachment”. E Sinval Guazelli que já tinha sido Governador antes, substituiu Pedro Simon em 1990, quando este renunciou para concorrer de novo ao Senado.
Sem se deixar de lado a eleição dos Edis Municipais. Afinal são nossos representantes direto como legisladores e fiscalizadores do Executivo. Assim funciona a democracia. No município vivemos; então nosso interesse é maior; mais importante. Mas, todas as eleições são importantes. Como dizia o falecido Tancredo Neves: devia ter pleitos todos os anos.