Ainda sobre os pedidos de prisão
Na semana passada comentei sobre os pedidos de prisão efetuados pelo Procurador Geral da República, RODRIGO JANOT, com vistas ao Presidente do Senado, Renan Calheiros; ao Senador Romero Jucá; e o ex Presidente da República, José Sarney. Todos do PMDB.
Também destaquei que são da “ala podre” do PMDB. Aquela que o PMDB do Rio Grande do Sul não concorda. Não comunga. Não defende. Aliás, não tenho simpatia por nenhum dos três por não concordar com os métodos politiqueiros e contra éticos deles.
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Mas alertei que nas conversas telefônicas com ex-dirigente da Transpetro, empresa subsidiária da PETROBRÁS, Sérgio Machado, também do PMDB, não havia provas concretas de que teriam interferido no processo da LAVA JATO. As conversas gravadas por Sérgio e divulgadas pela imprensa mencionavam preocupação e até temor sobre o prosseguimento da LAVA JATO, pelos três. Até emanava das conversas que o bom mesmo seria estancar a referida e brava investigação policial / judicial. MAS sem haver nada palpável que os insólitos tergiversadores tivessem atuado para prejudicar a referida operação.
Assim o pedido de prisão preventiva dos nefastos políticos que, até pouco tempo eram aliados de LULA e do PT nas corrupções patrocinadas pelos dois últimos e comprovadas pelo hercúleo trabalho efetuado pela Justiça Federal, em Curitiba, naquele momento não estava em fase de ser possível haver prisão preventiva dos elementos.
Fui mais longe. Acenei que o pedido não seria atendido pelo Supremo Tribunal Federal. É que não havia uma interferência direta dos referidos políticos na LAVA JATO. Apenas ilações emanadas das conversas telefônicas gravadas. E estava certo.
Pois na terça-feira o Ministro Teori Zavaski recusou os pedidos de prisão dos insólitos políticos peemedebistas nordestinos. Mas foi diferente, o que também destaquei naquele artigo, com o pedido de prisão preventiva, feito na mesma ocasião pelo também Procurador Geral, do Deputado Federal Eduardo Cunha, também do PMDB. No caso do Rio de Janeiro. É que o fundamento desse último pedido era outro: o descumprimento de uma decisão judicial. Aquela decisão que afastou cunha do cargo de Presidente da Câmara e de seu mandato, temporariamente.
E o que fez o mesmo Ministro Teori Zavaski: deu cinco dias para Cunha se defender desse pedido. Em resumo: comprovar que depois de afastado das funções pelo STF não interferiu na Câmara. Essa vai ser difícil, não é? Pois ao que parece ele continuou dando ordens internas.