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Agora sim, abuso de poder


Por Redação Clic Camaquã Publicado 31/10/2016
Ouvir: 03:16

O Presidente do Senado, Renan Calheiros, que integra a ala podre do PMDB nordestino, diferentemente do Partido em nível do Sul, onde esse tipo de político não se reelege, abusou e re-abusou do poder. Ainda mostrando desfaçatez de criticar os outros.

Como se ele fosse um político íntegro. Sem máculas. Ele que já teve de renunciar ao Senado, no mandato anterior, para não ser cassado, pelo escândalo que protagonizou com uma jornalista. Ele que já fora Presidente daquela Casa e que, em nível do Rio Grande do Sul, nunca mais seria o Presidente do Legislativo. E, até mesmo, não se reelegeria como membro.

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Ele, que ainda neste seu mandato de Senador protagonizou outro escândalo viajando em avião oficial para fazer “implante de cabelo”. Ele, que já foi citado diversas vezes em delações da LAVA JATO. Ele que elegeu o filho como Governador de Alagoas e depois, em investigação, teve de assistir a Polícia Federal na sede do PMDB de Maceió. Aqui no Rio Grande do Sul, já teria sido mandado para casa pelos eleitores. Lá, na república das Alagoas, ainda sobrevive como político, apesar de seus atos.

Pois é, não gostou que um Juiz mandasse prender, provisoriamente, assessores de segurança do Senado, que chamam de Polícia do Senado. Sabido que apenas têm poder de polícia interna. Na verdade para proteção da Casa Legislativa e seus membros.

Pode até mesmo que o ato judicial tenha ultrapassado do limite, já que um Juiz de 1ª Instância mandou expedir um mandato por solicitação da Polícia Federal para ser praticado no Senado. E esta casa legislativa, em virtude de sua importância tem foro garantido no STF. Mas, desaforadamente chamar o magistrado de “juizeco” como fez o Senador não cabia. Ofendeu toda Magistratura e a Presidente do Supremo, Ministra Carmem Lúcia obrigou-se em responder que “ofensa a um juiz é ofensa ao Poder Judiciário”.

Pois Renan perdeu uma grande oportunidade de ficar quieto. Ou de reclamar com palavras próprias de um comandante da mais alta Casa Legislativa do Brasil. Não. Preferiu o ataque agressivo. O que toda a nação deve repulsar, exigindo sua renúncia pelas redes sociais.

O que ocorre, em verdade, é que o ignóbil Presidente do Senado deixou ao longo de sua carreira política atuações desastrosas e suspeitas. Como a menção feita por delatores da LAVA JATO e pelo ex-Senador Delcídio Amaral, de ter recebido propina do “petrolão”. E, agora, vem ofender juízes. Enquanto, descaradamente, quer alterar o delito de “abuso de autoridade”, como mencionei no último artigo. Praticando ele sim, verdadeiro abuso de poder. Sem qualquer moral para tanto.

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