Sou 100% SUS
Camaquã e a região estão acompanhando um intenso debate desde segunda-feira, dia 31 de março, através da Rádio Acústica FM 97,7, sobre a proposição do Governo do Estado em assumir os custos mensais e as dívidas antigas do Hospital Nossa Senhora Aparecida. Inclusive com a promessa de investimento na instituição, caso a direção da mesma, passe a atender exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde, o SUS.
Isso não quer dizer que os que possuem plano de saúde não serão amparo. Todos serão atendimentos da mesma forma e com qualidade. Esta proposta foi apresentada as entidades mantenedoras do Nossa Senhora Aparecida no dia 2 de março durante a prestação de contas do hospital que atualmente enfrenta sérios problemas financeiros. É a luz que aparece no fim do túnel.
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Importante ressaltar que 82% dos atendimentos realizados na instituição são feitos através do Sistema Único de Saúde e os demais (18%) são destinados a convênios e particulares. Ou seja, a maioria da população, especialmente os cidadãos que não tem condições de pagar um plano de saúde, utiliza o SUS. E a partir dessa proposição do Governo do Estado, o hospital passaria a atender todos, sem exceção, com mais qualidade.
O Hospital de Montenegro aderiu ao atendimento 100 por cento SUS. E de acordo com Carlos Batista, Diretor Administrativo do HM, os repasses vindos do Estado e da União são destinados sem atraso. Através do SUS 100%, foram investidos milhões de reais na quitação de dívidas, na aquisição de equipamentos e na contratação de profissionais qualificados em diversas especialidades.
Sabemos que a saúde no Brasil é deficitária. E não podemos negar que os serviços prestados pelos planos de saúde particulares possuem problemas, assim como o SUS. Eu tenho plano de saúde, o IPE. Mas
O momento é de decisão. As 16 entidades mantenedoras do Hospital de Camaquã devem olhar para a maioria da população e acreditar nessa proposição do Governo do Estado. Se não der certo, pode voltar atrás e no mínimo, ficar na mesma situação. Nada é para sempre nesta vida. Eu prefiro ter um atendimento 100 por cento SUS do que não ter atendimento algum, pois o Nossa Senhora Aparecida corre o risco de fechar as portas.